De bastidores internacionais e câmeras em Hollywood à criação de um projeto digital feito com inteligência artificial, Giselle Pekelman mostra como a tecnologia pode ser uma aliada poderosa para quem vive com deficiência e se recusa a parar de criar.
Durante anos, Giselle viveu cercada de câmeras, entrevistas e histórias. Jornalista com trajetória internacional e ex-modelo, ela atuou nos bastidores do entretenimento e do esporte em Los Angeles, cobrindo eventos, entrevistando grandes nomes e respirando o dinamismo da indústria cultural. Sua vida era marcada por movimento, curiosidade e criatividade até que a própria vida mudou de ritmo.

Diagnosticada com esclerose múltipla ainda muito jovem, Giselle convive hoje com deficiência física e utiliza um andador para se locomover. Há dias em que suas mãos não se movem com precisão, mas, em vez de silenciar, ela encontrou uma nova forma de continuar: a inteligência artificial. É com ela que Giselle conduz sozinha a Revista Raros, um projeto 100% digital que une jornalismo, comportamento e tecnologia. Quando o corpo impõe pausas, é a voz que assume o comando. A IA transforma pensamentos em texto, ideias em imagem e emoção em criação.
Tudo na revista é feito com o apoio da inteligência artificial: as edições digitais, as capas, as imagens e até as vozes sintetizadas que acompanham o conteúdo no Spotify Revista Raros. O único espaço não automatizado é o podcast Profissão Mundo — Revista Raros, que mantém a essência das conversas humanas e dos encontros reais. O projeto também está presente no YouTube Profissão Mundo — Revista Raros, ampliando o diálogo sobre o que significa viver, criar e trabalhar com condições raras e sobre como a tecnologia pode ser uma ferramenta de acessibilidade e expressão.

A Revista Raros ultrapassou 100 mil visualizações em sua edição especial sobre ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) e reúne uma comunidade de quase 4 mil seguidores ativos no Instagram, que acompanham cada nova publicação e participam das discussões sobre saúde, comportamento e propósito. Mais do que um veículo de comunicação, a Raros se tornou um laboratório vivo de inovação humana, provando que a inteligência artificial, quando usada com propósito, pode devolver autonomia e dar voz a quem enfrenta desafios físicos.
“Nos dias em que minhas mãos não funcionam, é a tecnologia que me ajuda a existir em movimento”, diz Giselle. “Ela me permite continuar fazendo jornalismo, transformando o que antes era limite em linguagem.”
No ano em que completa trinta anos de diagnóstico, Giselle não celebra o tempo, celebra a transformação. O caminho que começou entre câmeras, estúdios e bastidores de Hollywood evoluiu para um território mais silencioso, mas infinitamente mais profundo: o da criação consciente. A Revista Raros reflete esse novo tempo, em que a tecnologia deixa de ser apenas ferramenta e se torna um idioma de expressão, inclusão e humanidade. Um espaço que prova que criar também é uma forma de resistir e que o raro, quando ganha voz, se torna extraordinário.

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