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Só 14% das empresas de capital aberto usam práticas ESG para tomar decisões

A sigla ESG significa, em inglês, Environmental, Social and Corporate Governance, o que significa boas práticas ambientais, sociais e de governança realizadas por empresas. Criado em 2005, o termo demorou para ganhar aderência no mundo corporativo, mas, atualmente, faz sucesso em todo o mundo, e já se diz que o futuro das empresas dependerá da adoção das práticas ESG.

Uma pesquisa recém-realizada pela Fundação Dom Cabral (FDC), em parceria com a Grant Thornton Brasil e a XP Inc., analisou 167 empresas de capital aberto e chegou à conclusão de que 86% delas já reconhecem a importância das práticas ESG em seus negócios e concordam que poderão sofrer impactos negativos no futuro caso não as adotem.

O Brasil, em geral, começou a olhar para as práticas ESG há pouco tempo e ainda há muitas lacunas que precisarão ser preenchidas para que o país não fique para trás nesse movimento, como aponta a própria pesquisa da FDC. Segundo o estudo, 75% das empresas de capital aberto consideram o ESG uma prioridade, mas apenas 14% já as consideram em suas tomadas de decisões.

No entanto, 41% das empresas avaliadas concordaram com a afirmação de que a pandemia ampliou a importância das práticas ESG no mundo dos negócios, e 59% delas disseram já possuir uma área específica para o tema dentro das empresas.

Entre os principais benefícios vistos pelas empresas de capital aberto ao aderir às práticas ESG estão a valorização da marca (17%), a melhora da reputação (15%), a redução de riscos (13%) e a atração de novos talentos (10%). Já os fatores mais importantes para empresas segundo uma materialidade financeira são a estrutura de governança (12%), o combate à corrupção (9%) e a diversidade e inclusão (8%), juntamente da saúde e segurança no trabalho (8%).

Segundo Dalton Sardenberg, diretor do Centro de Governança da Fundação Dom Cabral (FDC), a pesquisa revela que a estrutura de governança é considerada como o principal dentre as práticas ESG, demonstrando a relevância do ‘G’ [governança] como base de sustentação do ‘E’ [ambiental] e do ‘S’ [social].

Para ter acesso à pesquisa completa, clique aqui.